quarta-feira, 16 de maio de 2007

Gutenberg

GUTENBERG

Como já disse, adoro os livros e reverencio seus autores. Reverencio, também, a memória de Gutenberg que, embora não sendo o inventor da imprensa, como se pensava, com a criação dos tipos móveis teve seu nome ligado ao progresso da arte de produzir livros. Os livros que adoro. Para mim, ele sempre simbolizou o marco de uma época em que os livros deixaram de ser o resultado do trabalho dos copistas, passando à fase em que os tipógrafos assumiam o encargo de compô-los para que fossem impressos.

Os primeiros textos de minha vida foram manuscritos. Ainda muito jovem aprendi a usar a máquina de escrever. No exercício do magistério, tive que recorrer ao recurso de uma copiadora a álcool para reproduzir os textos que usaria com meus alunos. Feitas as cópias e a paginação, grampeava as folhas e punha uma capa. Com o opúsculo na mão, sentia-me um verdadeiro Gutenberg. Um Gutenberguezinho de meia-tigela, é verdade, mas nem por isso menos feliz com a obra realizada.

Hoje, usando o computador, porque os tempos mudaram, posso imprimir meus trabalhos em uma HP Deskjet ou passá-los para um disquete. Mesmo assim, minha admiração por Gutenberg continua intacta.

Um comentário:

Ana Lucia disse...

Muito bem lembrado! Nunca tinha parado pra pensar nisso... Mas, realmenre faz sentido... Acredito que mesmo que ainda só existissem os manuscritos, ainda assim, você escreveria. Mas do jeito que é hoje é bem mais prático!