terça-feira, 26 de junho de 2007

Papéis amarfanhados

Lendo os Diários de Josué Montello, noto que ele fala, de vez em quando, nas folhas amarfanhadas que atira na cesta de papéis. Em filmes e novelas, é comum a cena em que alguém, ao ficar insatisfeito com o que acabou de escrever, amarfanha a folha rejeitada, atirando-a no lixo.

Na pequena cesta ao lado da minha cama só vejo papel picado. Rasgar o papel em mil pedaços – bem diferente de amarfanhá-lo – é o meu gesto usual quando rejeito algo que escrevi ou quando me desfaço da papelada que já não tem serventia. Não sei explicar a origem deste hábito, porque os exemplos, no que leio e vejo, bem poderiam ter me ensinado a amarfanhar papéis. Qualquer dia vou experimentar.

3 comentários:

Danilo Cruz disse...

É verdade! Não me lembro de já ter visto papéis amassados(ou armafanhados!) na sua casa. Estão sempre picotados e cortados, rasgados não.
Interessante observação levando em conta que o mais comum que se vê por aí realmente é amassar. :P

Deve ser por causa desse seu jeito super calmo de ser, cuidadosa até com as folhas de papel. Ao invés de amassar e arremasar de forma agressiva, apenas picota e põe no lixo.


Agora que achei seu blog, serei visitante constante! ;)

Elenir disse...

Gracinda,
espero coseguir, desta vez,enviar-te meu comentário.Gostaste do enviar-te? estou treinando.
Também tenho um cestinho de lixo ao lado de minha cama para colher os papéis, ora amarfanhados, ora rasgados.João Ubaldo Ribeiro disse que escrevar é a arte de rasgar papel. Assim, rasgando-o, cortando-o ou amarfanhando-o,conclúo que somos escritoras. No seu caso não tenho dúvida.Quanto a mim...?
Um beijo. 30 de junho de 2007-19 hs

Elenir disse...

Gracinda,
estou aqui de novo. No comentário anterior, eu deveria ter colocado
no teu caso, em vez de no seu caso. Conforme vês, ainda não estou treinada. Com relação ao coseguir foi mesmo erro de digitação.
Outro beijo.
30 de junho de 2007 19:10